É quase consenso que
os Temas amplamente estudados não justificariam mais investigação, pois há outros não explorados. Será que o pensamento está correto?
A dúvida é por que, talvez, alguns estudantes e pesquisadores não saibam iniciar o trabalho nem o
que redigir. Observo que precisam de ajuda na redação científica para passarem
para o papel seus conhecimentos.
Da mente criativa de
determinado estudante surgem ótimas ideias, algumas nunca exploradas, mas que
podem se perder no vazio pela falta de conhecimento teórico, indispensável para
a realização da práxis em sua plenitude. Algumas ideias do estudante, apesar de ainda não terem sido exploradas, podem não constituir Tema de pesquisa. São
ideias soltas. Ideias levadas a cabo, às vezes, com protótipo criativo,
apresentação de desfile, instalação, experimento...
Em outras palavras,
sem o completo entendimento do Assunto e do Tema, etapas iniciais e fundamentais
para o prosseguimento satisfatório, as ótimas ideias são transformadas em estudos
maçantes, com descrições vazias, enfadonhas listas de nomes e opiniões
correntes, trabalhos com cortes que jamais poderiam ter sido redigidos com
tantas omissões(1) ou repletos de trechos da internet.
Não teria sido
melhor se o estudante tivesse partido de Tema de pesquisa amplamente estudado,
acessado a literatura, lido e entendido como foi construído o conhecimento
naquela direção? Estudado apenas um Tema, passo a passo, para depois propor
ideias com base no que os “outros” fizeram na área, bem como ultrapassar as
soluções anteriormente apresentadas?
1. Eco, Umberto. Come si fa una tesi di laurea. Le materie umanistiche. XVIII ed. Milano: Tascabili Bompiani, 2006, p.19.
Pedro Reiz
Observação. Tema é específico e Assunto é amplo.
Observação. Tema é específico e Assunto é amplo.







